O fim das Cookies, em nome da privacidade!

O fim de uma era aproxima-se! A notícia caiu quem nem uma bomba em 2020. Até ao final de 2022 deverá estar totalmente implementada, segundo a Google. Os cookies vão deixar de existir. O cookie apocalipse, como lhe chamam, está a acontecer neste momento. Os marketeers não estão nada felizes.

A Google segue a Mozilla e a Apple, que deram os primeiros tiros no porta-aviões. O acesso a dados de third-party é uma das bases da qualidade das audiências usadas. Tem sido fulcral nas estratégias de marketing digital em todo o mundo.

A Google já está a implementar estas alterações na Europa. As visitares um site europeu terás de validar o banner de consentimento de cookies. A Google explica neste comunicado o que as apertadas políticas de privacidade exigem.

Os banners de cookies já estão ativos em França e brevemente serão uma presença em toda a Europa

Todas estas alterações alteram a forma como se faz marketing digital. Os próximos anos prometem uma revolução digital nos dados. O que implica a forma como são trabalhados.

Neste artigo vamos ajudar-te a perceber o problema. Como lidar com ele! As cookies vão deixar de existir. Não é o fim do mundo.

O que são cookies?

Os cookies são arquivos criados pelos sites que visitas. Eles facilitam a experiência online ao guardar informações de navegação. Com os cookies, os sites podem manter-te conectado à sua conta, lembrar as suas preferências de site e fornecer conteúdo localmente relevante. Usamos cookies para melhorar nossos serviços.

Definição da própria Google

As cookies são pequenos ficheiros de texto que são enviados pelo site para o motor de busca, sempre que o visitas. É graças às cookies que não precisas escrever sempre o teu email, password ou morada, ao regressares a um site. Tecnicamente, as cookies serviam para a Google melhorar a usabilidade do utilizador. Porque deverá conhecê-lo melhor.

As cookies podem ficar guardadas entre dias ou anos. Depende das definições do browser. As cookies registam também o histórico de pesquisa através dos sites que o utilizador visitou.

Acesso aos browsers no mundo

Qual a diferença entre third party data e first party data?

Os first party data cookies são criados pelo próprio site que visitas. Os third party data cookies são criadas por um domínio de terceiros. Estão intimamente ligadas à publicidade digital.

Resumindo, os first party data apenas são usados num domínio único. Não são partilhados com outros sites e parcerias de advertising. Os third party data cookies são criados num domínio e partilhados com vários domínios que usem o mesmo código de tracking. A sua função é guardar a atividade do utilizador online e criar anúncios personalizados com base no seu comportamento.

Imagina este cenário. Visitas uma loja de roupa e colocas uma camisa ao carrinho. Só é possível seres alvo de remarketing noutros sites porque os third party cookies estão a funcionar.

Este tipo de cookies têm um peso enorme no remarketing. Uma das ferramentas mais poderosas no marketing digital.

Aprendemos que este tipo de dados são bastante similares. Os primeiros são recolhidos com fins de melhor da usabilidade. Proporcionar uma experiência mais fun, fácil e rápida ao utilizador. Os terceiros têm um propósito mais vincado ao nível das campanhas de advertising.

O que contribuiu para esta decisão da Google?

O debate arrastou-se nos últimos anos. Tem como base o escândalo envolvendo as eleições americanas, o brexit e o Cambridge analytica. O uso dos dados para fins políticos, desinformação e interesses obscuros gerou um alerta na Europa e nos EUA.

A regulação europeia foi mais rápida ao implementar o do GDPR. A mais rígida lei de proteção de dados do mundo. Desde então a Google e o Facebook têm sido alvo de diversas sanções por parte das entidades reguladoras. Foi uma multa por parte do governo francês que levou a Google a implementar os opt-outs nos cookies de sites franceses e europeus.

O Facebook também sofreu um revés enorme com o lançamento do iOS 14.5. A atualização do sistema operativo da Apple trouxe mudanças radicais ao nível da privacidade, o que afectou a forma como o Facebook recolhia dados nesta plataforma. Sabe mais sobre a App Tracking Transparency.

Todo este impacto motiva a decisão da Google, anunciada em 2020. Segue-se, depois do Firefox e o Safari. Agora é a vez do Chrome, que tem a maior quota de mercado. Cerca de 60%.

Vai influenciar o meu negócio?

Uma coisa é certa. Está a haver uma revolução nas regras do advertising digital. As cookies vão deixar de existir. Uma regulação que altera os conceitos adquiridos e protege a privacidade individual. Essa é a meta!

O acesso a dados macro será mais complicado. Estima-se que as empresas vão ter de investir mais 20% para conquistar os mesmos resultados que em 2019.

Como reagir a estas alterações estruturais?

A chave na amortização do impacto está na adaptação. As empresas devem fomentar cada vez mais uma relação de confiança com os consumidores.

As empresas devem implementar, o mais rápido possível, estratégias de first party data. Encorajar os utilizadores a partilhar mais dados é um ponto fulcral na robustez desta nova dinâmica.

Eventos, newsletters e downloads podem ser magnets interessantes nesta relação direta com consumidores e prospects. Oferecer algo interessante em troca é a chave para mitigar a automação dos anúncios.

Agência de marketing digital: como escolher?

Escolher uma agência de marketing digital pode parecer uma tarefa difícil e subjetiva, mas existem check points que deverá sempre ter em conta. Numa altura em que o comércio e os negócios são cada vez mais digitais e acontecem no mobile, esta é uma escolha sensível. Esteja atento a estes 7 detalhes!

1. Especialização

Indispensável! É, muito provavelmente, o check point mais importante.

O marketing digital é um mundo onde o conteúdo e a aprendizagem nunca terminam. A experiência é muito importante, mas a atualização e versatilidade são o alimento dos profissionais. Uma agência de marketing digital é um comboio em andamento e todas as paragens são determinantes.

Se procura uma agência especialista em PPC ou Social Media é importante pesquisar os serviços, portfólio e especialidade dos seus profissionais. Especialmente no serviço que pretende contratar.

Na Oh My Digital os nossos profissionais estão em formação contínua. 20% do seu tempo é dedicado a desenvolver e otimizar as suas competências. Desde modo são uma ajuda mais eficaz e rentável para os nossos parceiros.

2. Objetivo

A performance e o aumento de vendas online são o seu principal objetivo? Procure uma agência de marketing digital que olhe de uma forma omnicanal para a conversão. Seja através de Google Ads, Facebook Ads, Email Marketing ou construção de funis de venda. É importante perceber a elasticidade que a agência escolhida de marketing digital tem no campo da conversão.

Em suma, tenha bem presentes os seus objetivos quando procura uma solução. Quanto mais concreta for a intenção, mais fácil será a resposta. Neste caso, a contratação de uma agência de marketing digital para colaborar com o seu negócio.

Os serviços que a OMD disponibiliza!

3. Filosofia de trabalho

Conhecer a filosofia de trabalho da agência de marketing digital a contratar é um bom indicador.

O marketing digital é uma área que envolve criatividade, talento e networking. Empresas que criam um ambiente perfeito para estes 3 vectores fluírem são mais eficazes. Na Oh My Digital o tempo é uma métrica à qual damos muita atenção. Se conseguimos fazê-lo em duas horas, não iremos fazê-lo em dois dias.

Aquilo que acreditamos em 10 pontos. Veja aqui!

4. Testemunhos e críticas

Caso tenha essa possibilidade, procure saber qual é a dinâmica entre a agência de marketing digital que está a ponderar e os seus atuais clientes. Os pontos fortes, as dificuldades e a experiência em si. Assim terá algumas noções prévias sobre o que esperar.

Uma dica. Não dê demasiada importância ao marketing da própria empresa. Muitas agências de marketing que conheço, super competentes, descuram a sua própria casa, por estarem super focados nos seus clientes.

5. Saber delegar…

Normalmente as agências de marketing digital que se focam nas suas maiores competências e delegam os restantes serviços são mais confiáveis. Exemplo: uma agência digital que aceite todo o trabalho apenas e só por questões financeiras poderá comprometer uma entrega de qualidade.

Na Oh My Digital este é um tema estrutural. Trabalhamos com uma rede de parceiros que nos permitem uma resposta sólida e transversal aos briefings. Se assim for necessário, temos parceiros experientes nas áreas de streaming, vídeo, PR ou Data Intelligence. Acreditamos que a criatividade é melhor quando partilhada.

É por isso que somos fundadores de uma cooperativa de criativos. A Co-Op Creatives!

6. Preço

Quando chegamos a este factor, devemos olhar sempre para o briefing e os entregáveis que são responsabilidade da agência digital. Se é pedido a gestão de redes sociais e PPC, o preço deverá ter em conta o tamanho da conta, o número de pessoas que serão alocadas ao cliente e o investimento em campanhas pagas. As agências que têm um preço mais agressivo, por norma acumulam mais clientes nos seus profissionais. Acabam por não prestar a atenção a tempo inteiro e mais dedicada que uma agência menos pressionada alocará.

Ser o mais rentável possível. Esta é a visão da Oh My Digital como agência de marketing digital. Gostamos de trabalhar clientes que valorizam o trabalho que é feito e que esperam resultados. É essa adrenalina que nos move.

7. Métricas

Último ponto, mas um dos mais relevantes. Escolha uma agência que reporte de forma pormenorizada todas os KPI’s definidos à partida. A estratégia está a funcionar? O que irá ser feito para otimizar os resultados? Quais os passos a seguir? O cliente deve ser parte ativa no processo e ter os dados filtrados pela agência de marketing que escolhe.

O iOS15 chegou e trouxe o Outono com ele!

O sol radiante, a esplanada e os loucos dias de verão todo o ano acabaram para os anunciantes. Se o iOS 14.5 já tinha sido uma tempestade, o iOS 15 promete dias ventosos e muito intensos.

O update mais recente da empresa de Tim Cook volta a incidir na questão da privacidade. A Apple refere que o iOS15 facilita o utilizador de ver melhor de que forma as apps acedem aos seus dados, impede a recolha de dados indesejada e ajuda a controlar as partilhas.

Esta é a questão com duas opções que a Apple mostra aos utilizadores dos seus dispositivos.

  • Proteja a atividade de email. Esconda o seu endereço de IP e carregue de forma privada todo o conteúdo remoto.
  • Não proteja a atividade de email – mostre o seu IP e carregue o conteúdo remoto no seu dispositivo.

É altamente provável que haja uma taxa elevada de Opt-Ins. A forma como a pergunta está elaborada, bem como a linguagem envolvida sugerem esse resultado. Basta ver o que aconteceu com a App Tracking Transparency para percebermos que o cenário não será famoso.

Existem 2 alterações fundamentais:

App Privacy Report

  • Relatório de privacidade das apps


O iOS15 irá permitir aos utilizadores ver as permissões concedidas, os domínios de outras empresas que contactam e os contactos recentes que estabeleceram.  


  • Mais privacidade nos emails


A ocultação do endereço IP irá evitar que os remetentes possam associá-lo a outra atividade online ou determinar a localização. 

Será um quebra cabeças para o email marketing, uma vez que impede que os remetentes vejam se e quando abriu os emails que recebeu.

Qual será o impacto no email marketing?

A Apple corta uma das principais métricas para medir a eficiência do email marketing: a Taxa de Abertura.

Esta medida terá um impacto significativo. Exige aos anunciantes que sejam mais certeiros e específicos com a informação que recolhem.

Mas não só. O impacto irá sentir-se em 3 direções.

  1. A proteção do email irá eliminar a precisão com que se rastreia a Taxa de Abertura.
  2. O email será ocultado quando os utilizadores estiverem a navegar no Safari. A Apple irá basear-se no princípio por trás da VPN para esconder os nossos emails. Isto elimina a capacidade de usar a geolocalização para enviar emails.
  3. A opção de esconder o email irá potenciar a utilização de emails falsos.
 Conclusão

Mudanças implicam adaptações. Trabalhar numa área que se renova a cada instante terá sempre este equilíbrio. O email marketing continuará a ter um peso imprescindível nas estratégias de marketing e na maneira como chegamos às nossas audiências, apenas teremos de o fazer de forma diferente.