O fim das Cookies, em nome da privacidade!

O fim de uma era aproxima-se! A notícia caiu quem nem uma bomba em 2020. Até ao final de 2022 deverá estar totalmente implementada, segundo a Google. Os cookies vão deixar de existir. O cookie apocalipse, como lhe chamam, está a acontecer neste momento. Os marketeers não estão nada felizes.

A Google segue a Mozilla e a Apple, que deram os primeiros tiros no porta-aviões. O acesso a dados de third-party é uma das bases da qualidade das audiências usadas. Tem sido fulcral nas estratégias de marketing digital em todo o mundo.

A Google já está a implementar estas alterações na Europa. As visitares um site europeu terás de validar o banner de consentimento de cookies. A Google explica neste comunicado o que as apertadas políticas de privacidade exigem.

Os banners de cookies já estão ativos em França e brevemente serão uma presença em toda a Europa

Todas estas alterações alteram a forma como se faz marketing digital. Os próximos anos prometem uma revolução digital nos dados. O que implica a forma como são trabalhados.

Neste artigo vamos ajudar-te a perceber o problema. Como lidar com ele! As cookies vão deixar de existir. Não é o fim do mundo.

O que são cookies?

Os cookies são arquivos criados pelos sites que visitas. Eles facilitam a experiência online ao guardar informações de navegação. Com os cookies, os sites podem manter-te conectado à sua conta, lembrar as suas preferências de site e fornecer conteúdo localmente relevante. Usamos cookies para melhorar nossos serviços.

Definição da própria Google

As cookies são pequenos ficheiros de texto que são enviados pelo site para o motor de busca, sempre que o visitas. É graças às cookies que não precisas escrever sempre o teu email, password ou morada, ao regressares a um site. Tecnicamente, as cookies serviam para a Google melhorar a usabilidade do utilizador. Porque deverá conhecê-lo melhor.

As cookies podem ficar guardadas entre dias ou anos. Depende das definições do browser. As cookies registam também o histórico de pesquisa através dos sites que o utilizador visitou.

Acesso aos browsers no mundo

Qual a diferença entre third party data e first party data?

Os first party data cookies são criados pelo próprio site que visitas. Os third party data cookies são criadas por um domínio de terceiros. Estão intimamente ligadas à publicidade digital.

Resumindo, os first party data apenas são usados num domínio único. Não são partilhados com outros sites e parcerias de advertising. Os third party data cookies são criados num domínio e partilhados com vários domínios que usem o mesmo código de tracking. A sua função é guardar a atividade do utilizador online e criar anúncios personalizados com base no seu comportamento.

Imagina este cenário. Visitas uma loja de roupa e colocas uma camisa ao carrinho. Só é possível seres alvo de remarketing noutros sites porque os third party cookies estão a funcionar.

Este tipo de cookies têm um peso enorme no remarketing. Uma das ferramentas mais poderosas no marketing digital.

Aprendemos que este tipo de dados são bastante similares. Os primeiros são recolhidos com fins de melhor da usabilidade. Proporcionar uma experiência mais fun, fácil e rápida ao utilizador. Os terceiros têm um propósito mais vincado ao nível das campanhas de advertising.

O que contribuiu para esta decisão da Google?

O debate arrastou-se nos últimos anos. Tem como base o escândalo envolvendo as eleições americanas, o brexit e o Cambridge analytica. O uso dos dados para fins políticos, desinformação e interesses obscuros gerou um alerta na Europa e nos EUA.

A regulação europeia foi mais rápida ao implementar o do GDPR. A mais rígida lei de proteção de dados do mundo. Desde então a Google e o Facebook têm sido alvo de diversas sanções por parte das entidades reguladoras. Foi uma multa por parte do governo francês que levou a Google a implementar os opt-outs nos cookies de sites franceses e europeus.

O Facebook também sofreu um revés enorme com o lançamento do iOS 14.5. A atualização do sistema operativo da Apple trouxe mudanças radicais ao nível da privacidade, o que afectou a forma como o Facebook recolhia dados nesta plataforma. Sabe mais sobre a App Tracking Transparency.

Todo este impacto motiva a decisão da Google, anunciada em 2020. Segue-se, depois do Firefox e o Safari. Agora é a vez do Chrome, que tem a maior quota de mercado. Cerca de 60%.

Vai influenciar o meu negócio?

Uma coisa é certa. Está a haver uma revolução nas regras do advertising digital. As cookies vão deixar de existir. Uma regulação que altera os conceitos adquiridos e protege a privacidade individual. Essa é a meta!

O acesso a dados macro será mais complicado. Estima-se que as empresas vão ter de investir mais 20% para conquistar os mesmos resultados que em 2019.

Como reagir a estas alterações estruturais?

A chave na amortização do impacto está na adaptação. As empresas devem fomentar cada vez mais uma relação de confiança com os consumidores.

As empresas devem implementar, o mais rápido possível, estratégias de first party data. Encorajar os utilizadores a partilhar mais dados é um ponto fulcral na robustez desta nova dinâmica.

Eventos, newsletters e downloads podem ser magnets interessantes nesta relação direta com consumidores e prospects. Oferecer algo interessante em troca é a chave para mitigar a automação dos anúncios.

Agência de marketing digital: como escolher?

Escolher uma agência de marketing digital pode parecer uma tarefa difícil e subjetiva, mas existem check points que deverá sempre ter em conta. Numa altura em que o comércio e os negócios são cada vez mais digitais e acontecem no mobile, esta é uma escolha sensível. Esteja atento a estes 7 detalhes!

1. Especialização

Indispensável! É, muito provavelmente, o check point mais importante.

O marketing digital é um mundo onde o conteúdo e a aprendizagem nunca terminam. A experiência é muito importante, mas a atualização e versatilidade são o alimento dos profissionais. Uma agência de marketing digital é um comboio em andamento e todas as paragens são determinantes.

Se procura uma agência especialista em PPC ou Social Media é importante pesquisar os serviços, portfólio e especialidade dos seus profissionais. Especialmente no serviço que pretende contratar.

Na Oh My Digital os nossos profissionais estão em formação contínua. 20% do seu tempo é dedicado a desenvolver e otimizar as suas competências. Desde modo são uma ajuda mais eficaz e rentável para os nossos parceiros.

2. Objetivo

A performance e o aumento de vendas online são o seu principal objetivo? Procure uma agência de marketing digital que olhe de uma forma omnicanal para a conversão. Seja através de Google Ads, Facebook Ads, Email Marketing ou construção de funis de venda. É importante perceber a elasticidade que a agência escolhida de marketing digital tem no campo da conversão.

Em suma, tenha bem presentes os seus objetivos quando procura uma solução. Quanto mais concreta for a intenção, mais fácil será a resposta. Neste caso, a contratação de uma agência de marketing digital para colaborar com o seu negócio.

Os serviços que a OMD disponibiliza!

3. Filosofia de trabalho

Conhecer a filosofia de trabalho da agência de marketing digital a contratar é um bom indicador.

O marketing digital é uma área que envolve criatividade, talento e networking. Empresas que criam um ambiente perfeito para estes 3 vectores fluírem são mais eficazes. Na Oh My Digital o tempo é uma métrica à qual damos muita atenção. Se conseguimos fazê-lo em duas horas, não iremos fazê-lo em dois dias.

Aquilo que acreditamos em 10 pontos. Veja aqui!

4. Testemunhos e críticas

Caso tenha essa possibilidade, procure saber qual é a dinâmica entre a agência de marketing digital que está a ponderar e os seus atuais clientes. Os pontos fortes, as dificuldades e a experiência em si. Assim terá algumas noções prévias sobre o que esperar.

Uma dica. Não dê demasiada importância ao marketing da própria empresa. Muitas agências de marketing que conheço, super competentes, descuram a sua própria casa, por estarem super focados nos seus clientes.

5. Saber delegar…

Normalmente as agências de marketing digital que se focam nas suas maiores competências e delegam os restantes serviços são mais confiáveis. Exemplo: uma agência digital que aceite todo o trabalho apenas e só por questões financeiras poderá comprometer uma entrega de qualidade.

Na Oh My Digital este é um tema estrutural. Trabalhamos com uma rede de parceiros que nos permitem uma resposta sólida e transversal aos briefings. Se assim for necessário, temos parceiros experientes nas áreas de streaming, vídeo, PR ou Data Intelligence. Acreditamos que a criatividade é melhor quando partilhada.

É por isso que somos fundadores de uma cooperativa de criativos. A Co-Op Creatives!

6. Preço

Quando chegamos a este factor, devemos olhar sempre para o briefing e os entregáveis que são responsabilidade da agência digital. Se é pedido a gestão de redes sociais e PPC, o preço deverá ter em conta o tamanho da conta, o número de pessoas que serão alocadas ao cliente e o investimento em campanhas pagas. As agências que têm um preço mais agressivo, por norma acumulam mais clientes nos seus profissionais. Acabam por não prestar a atenção a tempo inteiro e mais dedicada que uma agência menos pressionada alocará.

Ser o mais rentável possível. Esta é a visão da Oh My Digital como agência de marketing digital. Gostamos de trabalhar clientes que valorizam o trabalho que é feito e que esperam resultados. É essa adrenalina que nos move.

7. Métricas

Último ponto, mas um dos mais relevantes. Escolha uma agência que reporte de forma pormenorizada todas os KPI’s definidos à partida. A estratégia está a funcionar? O que irá ser feito para otimizar os resultados? Quais os passos a seguir? O cliente deve ser parte ativa no processo e ter os dados filtrados pela agência de marketing que escolhe.

O iOS15 chegou e trouxe o Outono com ele!

O sol radiante, a esplanada e os loucos dias de verão todo o ano acabaram para os anunciantes. Se o iOS 14.5 já tinha sido uma tempestade, o iOS 15 promete dias ventosos e muito intensos.

O update mais recente da empresa de Tim Cook volta a incidir na questão da privacidade. A Apple refere que o iOS15 facilita o utilizador de ver melhor de que forma as apps acedem aos seus dados, impede a recolha de dados indesejada e ajuda a controlar as partilhas.

Esta é a questão com duas opções que a Apple mostra aos utilizadores dos seus dispositivos.

  • Proteja a atividade de email. Esconda o seu endereço de IP e carregue de forma privada todo o conteúdo remoto.
  • Não proteja a atividade de email – mostre o seu IP e carregue o conteúdo remoto no seu dispositivo.

É altamente provável que haja uma taxa elevada de Opt-Ins. A forma como a pergunta está elaborada, bem como a linguagem envolvida sugerem esse resultado. Basta ver o que aconteceu com a App Tracking Transparency para percebermos que o cenário não será famoso.

Existem 2 alterações fundamentais:

App Privacy Report

  • Relatório de privacidade das apps


O iOS15 irá permitir aos utilizadores ver as permissões concedidas, os domínios de outras empresas que contactam e os contactos recentes que estabeleceram.  


  • Mais privacidade nos emails


A ocultação do endereço IP irá evitar que os remetentes possam associá-lo a outra atividade online ou determinar a localização. 

Será um quebra cabeças para o email marketing, uma vez que impede que os remetentes vejam se e quando abriu os emails que recebeu.

Qual será o impacto no email marketing?

A Apple corta uma das principais métricas para medir a eficiência do email marketing: a Taxa de Abertura.

Esta medida terá um impacto significativo. Exige aos anunciantes que sejam mais certeiros e específicos com a informação que recolhem.

Mas não só. O impacto irá sentir-se em 3 direções.

  1. A proteção do email irá eliminar a precisão com que se rastreia a Taxa de Abertura.
  2. O email será ocultado quando os utilizadores estiverem a navegar no Safari. A Apple irá basear-se no princípio por trás da VPN para esconder os nossos emails. Isto elimina a capacidade de usar a geolocalização para enviar emails.
  3. A opção de esconder o email irá potenciar a utilização de emails falsos.
 Conclusão

Mudanças implicam adaptações. Trabalhar numa área que se renova a cada instante terá sempre este equilíbrio. O email marketing continuará a ter um peso imprescindível nas estratégias de marketing e na maneira como chegamos às nossas audiências, apenas teremos de o fazer de forma diferente.

Verificação está mais fácil, diz o Instagram!

Na teoria são boas novidades, na prática vamos ver. Através de uma publicação no seu blog, a equipa do Instagram avançou que está a tornar o processo mais simples, rápido e linear.

Nos últimos meses a empresa fez atualizações no processo. Clarificou os documentos que precisam de ser enviados, assim como os requisitos base. Visa trazer mais transparência e entendimento sobre o processo. Refere ainda que os requisitos são consistentes no Facebook e Instagram.

O que é a verificação?

A essência da verificação é facilitar a perceção das pessoas. Um facilitador que lhes transmite a autenticidade das páginas e perfis que procuram.

Para o Instagram o selo de verificação não é um símbolo de importância, mas sim um símbolo de autenticidade e confiança. Isto é o que eles argumentam.

Reprodução da imagem usada no blog do Instagram.

Como verifico a minha página?

Para conseguir o selo de verificação, o blue badge (selo azul), devemos seguir religiosamente os Termos de Uso e Guias de Comunidade. Para concluir o processo, a plataforma pede que seja garantidos as seguintes exigências:

  • A nossa conta deve representar uma pessoa real, negócio ou entidade registada.
  • O perfil deve ser a única presença da pessoa ou negócio que representa. Entidades notáveis (por exemplo, animais ou publicações) também são elegíveis.
  • Apenas uma conta por pessoa ou negócio será verificada, com a exceção de vários países/línguas.
  • A conta deve ser pública e ter uma bio, foto de perfil e, pelo menos, uma publicação.
  • A conta deverá representar uma pessoa, marca ou entidade muito conhecida e bastante pesquisada.

O Instagram acrescenta que existem múltipas maneiras novas de verificar contas. Uma nota, o advertising e a promoção de conteúdo não é uma delas.

O que significa a verificação e o que NÃO significa?

Autenticidade e credibilidade. De uma forma simples é isto. Para quê complicar? Não é estatuto ou importância, sustenta a empresa.

Para garantir a imparcialidade no processo de verificação, a imprensa desempenha um papel importante. A pessoa ou marca está a desempenhar um papel culturalmente ativo e relevante? A pessoa ou entidade é viral ou muito importante para a comunidade em questão? Isso é determinante, daí o Instagram no seu novo formulário pedir links de imprensa.

O artigo refere também que o algoritmo não beneficia as contas verificadas, nem no alcance, nem onde o conteúdo é mostrado.

Riscos

As contas verificadas podem significar um risco de segurança. Existe uma tentativa de controlo por parte de hackers para assumir o controlo e vender estas contas. Para mitigar e verificar estas ameaças recomenda-se que todas as contas verificadas com selo azul tenham dupla autenticação.

CBO vs. ABO: o ótimo é melhor que o bom!

Obter o máximo de resultados. Esta é a premissa por trás do CBO (Campaign Budget Optimization), ou em português, OOC (Otimização do Orçamento da campanha). Quando se trata de desempenho e performance, o ótimo é sempre melhor que o bom!

O Facebook é um negócio. Para compreendermos as vantagens que a otimização do orçamento trouxe aos anunciantes, temos de perceber as vantagens que trouxe à própria plataforma. O que se explica de forma simples: quanto melhores são os resultados dos clientes, mais investem no Facebook.

O CBO começou por ser anunciado como obrigatório, mas recentemente o Facebook voltou atrás e permite que se mantenha como opcional.

Ao contrário do ABO (Ad Set Budget Optimization), a experiência mostra-nos que o CBO é significativamente mais eficiente quando existe um volume de dados considerável recolhido pelo Pixel. O que é que isto significa? Que o algoritmo suportado pela inteligência artificial consegue perceber quem são as audiências que melhor convertem perante o nosso objetivo.

Vejamos as diferenças entre o CBO e o ABO.

ABO – Ad Set Budget Optimization. É o anunciante que define quanto gasta ao nível do Ad Set.

Ora vejamos como funciona o ABO. Se alocarmos um orçamento de 1000€ diário de investimento na campanha, neste caso em cima distribuímos 200€ em cada ad set. 1000€/5 = 200€.

A grande diferença entre a ABO e a CBO, é que na primeira somos nós que definimos o orçamento por ad set. Temos a liberdade de escolher o orçamento que nos pareça indicado em cada um dos ad sets. Por outro lado, este tipo de campanhas têm de ser acompanhadas de perto, para analisarmos o sucesso das mesmas.

Na Oh My Digital reconhecemos algumas vantagens ao ABO quando as audiências são pequenas e necessitam de um acompanhamento permanente.

CBO – Campaign Budget Optimization. É o algoritmo do Facebook que distribui o budget pelos ad sets.

Como entender o CBO? O budget é definido ao nível da campanha e irá ser distribuído pelos conjuntos de anúncios na promessa de obtermos melhores resultados. O algoritmo do Facebook decide quais são os conjuntos de anúncios que nos darão um melhor CPA (Custo por Ação).

Se vais optar por esta estratégia, deves ter em conta que existem factores que determinam o desempenho. São eles:

  • Audiências grandes têm melhor performance. Pensa neste exemplo: se tiveres 5 conjuntos de anúncios e dois deles tiverem uma população de 1 milhão de pessoas e os restantes três tiverem apenas entre 50k e 25k, o algoritmo irá privilegiar os conjuntos de anúncios maiores. Evitamos usar conjuntos de anúncios com tamanhos muito diferentes, porque o tamanho conta.
  • Audiências quentes > Audiências frias. Frequentemente o algoritmo reconhece as audiências que te trazem melhor ROAS (Return on Ads Spent). Exemplo: se tiveres um conjunto de anúncios baseado em Ad to Cart e outro de lookalike com o mesmo tamanho, já sabemos para onde irá o budget.
  • Não excedas os 70 conjuntos de anúncios por campanha. Quanto mais anúncios, maior será a fase de aprendizagem. O próprio Facebook aconselha os anunciantes a não exceder este número, apesar de poderes ter até um máximo 200 conjuntos de anúncios por campanha. Um número elevado de conjunto de anúncios irá condicionar as edições efectuadas na campanha.
  • Adicionar conjuntos de anúncios depois da configuração inicial. O CBO leva em média 2 horas a ajustar-se sempre que acrescentas um conjunto de anúncios novo.
  • Suspender os conjuntos de anúncios menos eficientes? Seria o óbvio não é? No entanto o Facebook aconselha a não o fazer, porque isso irá provavelmente aumentar o CPA dos restantes conjuntos de anúncios ativos. A nossa experiência diz-nos que o Facebook tem razão. Raramente beneficiámos de forma significativa com esta estratégia.
  • Análise da performance. No caso do CBO deve sempre ser feita ao nível da campanha. Estamos em média a conseguir um melhor CPA? Analisarmos ao nível dos conjuntos de anúncios poderá levar-nos a fazer opções erradas.
  • Overlap. Tem atenção ao tipo de conjuntos de anúncios que escolhes. Um overlap significativo será bastante prejudicial para o desempenho da campanha. Competirmos com nós próprios será um enorme tiro no pé.
  • Escalar o budget. Uma das estratégias + aplicadas no CBO é escalar o budget de forma mais agressiva do que fazíamos no ABO. Se anteriormente avançávamos cuidadosamente com aumentos de 20%, atualmente podemos fazê-lo até aos 50%, sempre com um olho nos conjuntos de anúncios de pior performance.

Tens ainda ao teu dispor ferramentas de otimização que te permitem limitar os gastos por conjunto de anúncios. O Facebook não o recomenda porque alega que irá provocar uma menor flexibilidade no sistema de otimização. O que faz sentido, porque na prática estamos a limitar o algoritmo. Se houver um controlo rigoroso de budget e, todos sabemos, que isso acontece muitas vezes, terás sempre ao teu dispor o bloqueio de orçamento.

Resumo final

O CBO tem sido amplamente usado por nós e com bons resultados. Até à implementação da Apple Tracking Transparency, que se materializou com o update do iOS 14.5, os resultados eram melhores do que nunca, fruto da estabilização das campanhas CBO.

Apesar de uma queda significativa nos dados nessa altura, as campanhas voltaram a estabilizar, embora com alguma distância dos resultados de outrora.

Continuamos a usar o ABO sempre que o tamanho das audiências é limitado ou temos poucos conjuntos de anúncios com uma diferença de população grande entre eles. CBO ou ABO? O ótimo é melhor que o bom!

A importância da verificação do Domínio

Depois da Apple ter anunciado a App Tracking Transparency para a atualização 14.5 do sistema operativo iOS, todos os alertas soaram alto no Facebook.

Para atenuar o impacto, a equipa de Mark Zuckerberg colocou em prática várias medidas que servirão para os anunciantes se prepararem para o ‘apocalipse’ que aí vem. Claro que estamos a ser exagerados, ninguém sabe ao certo o impacto que isto irá ter.

Uma das alterações mais significativas é a necessidade de cada anúncio ter um domínio selecionado para medir as conversões.

O Facebook vai passar a usar a Medição de Eventos agregada. Esta funcionalidade necessita de um domínio onde queremos que as conversões ocorram. Por exemplo, no caso de vendermos algo no nosso site, o domínio a verificar seria ohmydigital.pt.

A verificação é exigida para garantir que o negócio em questão tem autoridade para definir quais são os 8 eventos de conversão elegíveis nos domínios. Esta propriedade permite controlar a edição dos Links e outros conteúdos, evitando, desta forma, o seu uso indevido. Nomeadamente as fake news ou perfis falsos.

É necessário um acesso máximo, ou seja, de administrador, para no Gestor de Negócios termos acesso ao Domínio e poder verificá-lo.

Como fazer a verificação?

Entra em Definições de Negócio do Business Manager do teu negócio e clica no menu Segurança de marca. Irão surgir duas opções: Domínios ou Listas de Bloqueio. Escolhe a primeira.

Clica em adicionar e escreve o nome do teu domínio. Depois clica no botão adicionar domínio.

O passo seguinte é um dos mais relevantes. A plataforma oferece 3 possibilidades para verificação. São elas:

  1. Meta-tag Verification: consiste na instalação, como o próprio nome indicada, de uma meta-tag na secção header da homepage do site em questão.
  2. Ficheiro HTML: talvez o mais complicado. Exige o acesso de Administrador à pasta raíz do site. Esta opção verifica o domínio de imediato.
  3. TXT DNS: esta opção envolve o registo txt DNS no alojamento do domínio. Visa comprovar a propriedade do domínio. Poderás ter necessidade de contactar a equipa de programação para fazer este passo. Esta verificação pode demorar até 72 horas para ficar disponível.

Tanto a primeira como a terceira opção necessitam que cliques posteriormente no botão verificar para confirmar a verificação. Se estiver ok, a bolinha vermelha ao lado do domínio irá agora estar verde.

O poder da segmentação!

A marca comunica de forma direta com os potenciais interessados, os potenciais interessados recebem conteúdo pertinente e os anunciantes veiculam a mensagem de forma mais fluída e de forma mais eficiente. Todos ganham!

A inteligência artificial através dos algoritmos veio otimizar o processo de marketing digital. Pelo meio, todos sabemos, alguns atropelos que põem em causa a utilização dos dados (Cambridge Analytica, por exemplo), mas é hora de separar o trigo do joio.

O Facebook, ainda que de forma ‘ligeiramente’ hipócrita tem razão, as PME’s têm na segmentação um forte aliado, quando os budget’s não são grandes. A Apple, ao dar o controlo da privacidade nestas Apps também. Também, o quê? Tem razão e… é hipócrita. Se há alguém que segmenta e utiliza a BIG DATA em proveito corporativo é a empresa de Tim Cook. As grandes tecnológicas são tudo menos vítimas neste ouro do século XXI: os dados, as preferências e o controlo das jornadas digitais dos seus utilizadores.

Depois deste salto ao ombro a ombro entre a Apple e o Facebook, voltemos ao essencial. Tu como utilizador preferes ver nos teus feeds remarketing de produtos que realmente gostas, que podem fazer sentido para ti ou preferes ser chamado a fazer tratamentos de calvice, quando poderias ter feito parte de uma banda de metal dos anos 90?

O otimização da segmentação é, a meu ver, o precisão do contacto B2C.

Podemos segmentar o mercado através de vários métodos.

  1. Geolocalização. Extremamente válido para lojas de rua ou restaurantes. Permite estabelecer um raio de X quilómetros em torno da loja. Serve sobretudo para aquecer audiências e converter pessoas fora do funil. É também comum em negócios B2B.
  2. Demográfica. Idade, Género ou Profissão. Permite aos anunciantes começarem a estabelecer o seu Top of the Funnel. Construir awareness em torno do seu negócio.
  3. Comportamental. Aqui começa a acontecer a magia ao nível da eficácia das campanhas. Estão disponíveis ao anunciantes parâmetros comportamentais, como por exemplo, os clientes que consomem o produto, os que têm maior volume de compras, os que abandonaram o carrinho. É possível atestar fidelidade, valor de conversão ou até problemas técnicos que motivem um bounce rate elevado.
  4. Semelhante. Uma das minhas favoritas, senão a mais extraordinária. Através dos algoritmos e padrões comportamentais dos perfis nas redes sociais, conseguimos estabelecer perfis semelhantes aos que produzem ações no nosso negócio. Não é fantástico? Basicamente são pessoas que podem ter muito interesse no nosso produto, porquê não falar com elas?

Todos estes métodos podem ser usados de forma afunilada para as nossas tácticas de conversão ou projeção de um evento, produto, tráfego ao nosso website, entre outros.

Pelo meio, e não menos importante, a segmentação das plataformas, redes, dispositivos e horários é igualmente eficaz para conhecermos o nosso público e falar com ele.

Comece, teste, erre, volte a errar, optimize e crie uma comunidade e volume de dados que lhe permitam melhorar cada vez mais a performance do seu negócio e produto online. Este é o poder da segmentação!